Por que Escrever?

  • Por que escrever?

Porque a escrita é uma das melhores e mais essenciais formas de expressão do pensamento humano.

A capacidade de formar ideias e se comuicar através da língua é uma das características que definem o ser humano.

A relevância do verbo está até mesmo em escrituras tradicionais antigas: "No princípio Deus era o verbo, e o verbo era Deus". Sendo o homem imagem e semelhança deste Deus.

A comunicação verbal está extremamente presente no dia a dia de todos. E mesmo sendo uma competência básica, também pode ser aprimorada para compartilhar ideias cada vez mais complexas, que vão exigir uma maior habilidade tanto do locutor quanto do interlocutor, tanto na expressão quanto na interpretação.

Em suma, o motivo é pela relevância da existência da escrita em nossas vidas. Exercitar a escrita é útil pois é algo que serve para diversos fins, para fazer registros, para comunicação formal, informal, para fins tepêuticos, entre outros.

Neste caso, é principalmente pelo prazer de se expressar e promover o encontro e desenvolvimento de ideias, abertas à todos.

Especialmente, acho muito legal quando encontro um texto que fala sobre algo que parece bem específico, mas ao mesmo tempo descreve exatamente alguma situação que achava ser bem minha. Muitas vezes, eu nem saberia exatamente como poderia descrever aquilo, mas outra pessoa já fez isso por mim.

Adoro quando isso acontece, então um dos motivos de apreciar a produção textual é por poder me deparar com textos assim, e de forma recíproca, pelo gosto de procurar expressar coisas interessantes, que outras pessoas também poderão vir a se identificar.


A proposta ao criar este blog é de promover este encontro, abordando todo tipo de assunto, buscando sempre temas de relevância. Seja bem vindo ao blog Antes de Mais Nada!

Se puder, deixe um comentário!



"Escrevo porque preciso" ~~Paulo Leminski


Comentários

JorgeMC disse…
Texto interessante, fiquei curioso para ver sobre que assunto vai falar o próximo texto
Eduardo Rafael disse…
Ótimo! Posts novos sairão sempre dia 15, todos os meses!
Eduardo Rafael disse…
Citarei uma música qualquer que vier à mente relacionada ao tema de cada post aqui nos comentários, sintam-se livres para comentar outras músicas que encaixem também.

A música que citarei dessa vez é: As Palavras - Vanessa da Mata

Simplesmente porque uma das coisas expressas pela música é a magnitude potencial das palavras.

https://youtu.be/kSAFMSZM4Z8
Eduardo Rafael disse…

Criar para existir

Há quem escreva para lembrar, há quem escreva para ensinar.
Eu escrevo para continuar existindo.

A arte não nasceu em mim como um dom, mas como uma necessidade. Quando o mundo se tornou excessivo e o silêncio começou a me esmagar, descobri que a criação era a única saída possível.

Clarice Lispector dizia: “Escrevo como quem aprende.” E é assim também comigo: escrevo para descobrir o que sinto, para ouvir o que minha mente ainda não teve coragem de dizer em voz alta.

O gesto de escrever
Escrever não é apenas colocar palavras no papel; é esculpir sentido em meio à neblina. Em minhas anotações, repito a ideia de que a dor, quando nomeada, perde parte de seu poder. A palavra é o primeiro passo da cura.

Quando registro um pensamento, o peso se torna leve o bastante para ser olhado de fora. O que era nó vira linha. O que era grito vira verso.
“A palavra escrita me salva do colapso que o silêncio provoca.”

Franz Kafka dizia: “Um livro deve ser o machado que quebra o mar de gelo dentro de nós.” Talvez seja isso que procuro: quebrar o gelo que cresce quando o que sinto fica preso, sem voz.

A escrita é o espaço onde posso existir sem pedir permissão. Não preciso me justificar, agradar, convencer. Aqui, cada frase é um passo de retorno a mim mesmo.

Meu sonho é criar como quem respira, sem precisar me prender a métricas ou algoritmos. Mas os sistemas parecem não entender o que nasce da alma. Os mecanismos de visibilidade, as exigências de engajamento, tudo isso transforma o gesto criativo em algo medido, pesado, burocrático.

“O algoritmo quer detalhes, eu quero essência.”

Mesmo assim, sigo tentando. Porque sei que criar não é sobre números, é sobre impacto invisível. Mesmo que ninguém veja, o ato de criar já muda o criador. A arte é um espelho secreto: ao me expressar, descubro partes de mim que estavam escondidas.

Nietzsche escreveu: “Temos a arte para não morrer da verdade.” E talvez por isso eu insista — porque viver sem expressar seria morrer de lucidez.

A arte como cura e resistência
A criação tem sido meu modo de resistir àquilo que tenta me destruir.
Quando as emoções me rasgam, escrevo. Quando o medo me paralisa, desenho mentalmente o contorno das coisas. Quando sinto que o mundo não me entende, componho pequenos universos com palavras.

A arte me devolve o que a dor tenta roubar: o sentido.
Ela não nega o sofrimento — o transforma.
“Se a vida é luta, que a luta seja também expressão.”

Ernst Fischer escreveu: “Na arte, o homem se recria a si mesmo.”
E em cada frase que deixo registrada, sinto exatamente isso: uma reconstrução, um renascimento breve, uma chance de recomeçar sem precisar apagar o que foi.

Expressar para permanecer
Não sei se algum dia serei compreendido.
Talvez a arte não exista para explicar, mas para sustentar o inexplicável.

Criar é permanecer.
Não na memória dos outros, mas dentro de si.
Cada texto é uma marca de que eu estive aqui, de que resisti.

A vida, às vezes, me parece um constante colapso prestes a acontecer. A arte é o gesto que o impede.
É a forma que encontrei de transformar queda em dança.

E se o mundo insiste em girar sem sentido, então eu giro junto — mas desenhando círculos que, pelo menos, me dizem algo.

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